Aumento da confiança do consumidor no digital resulta em menor preocupação com segurança dos dados, conclui estudo

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A pandemia da Covid-19 levou à mudança de diversos hábitos na sociedade, principalmente aqueles relacionados ao uso de tecnologias digitais, o que permitiu, por exemplo, às empresas a adoção do trabalho remoto ou teletrabalho. No entanto, o crescimento das atividades que migraram para o ambiente digital exige atenção ainda maior com o risco à privacidade.

Um relatório divulgado em 15 de junho pela IBM Security sobre pesquisa conduzida pela Morning Consult mostrou que a confiança do consumidor depositada nos serviços digitais, muitas vezes, pode levar ao crescimento de ameaças aos sistemas, a exemplo dos ataques de ransomware. Isso porque o aumento da confiança no digital foi diretamente proporcional às atitudes relaxadas – ou menos cuidadosas – em relação à segurança de sistemas e à proteção da privacidade (dos dados).

Foram ouvidas 22 mil pessoas em 22 mercados, que tiveram os comportamentos mapeados ao longo da pandemia. Os resultados permitem constatar que o uso intensificado do ambiente digital vai se prolongar mesmo com o fim da crise sanitária do novo coronavírus, já que 44% dos usuários relataram ter criado contas na internet, das quais eles não pretendem se desfazer a curto prazo.

As gerações mais jovens, por exemplo, criaram em média 18 contas para serviços de alimentação, entretenimento, videoconferência, mídia social, assistência médica, personal trainer, entre outros.

Conveniência vs Segurança

O aumento da dependência de canais digitais durante a pandemia, ainda segundo a pesquisa, é outra causa para atitudes relaxadas – ou menos cuidadosas – por parte dos consumidores, principalmente em relação à segurança e às questões de privacidade. 

Há uma situação de fadiga de senhas, o que provoca sua repetição em diferentes apps, sem que exista o devido cuidado com a segurança das informações. As senhas repetidas podem ter sido inclusive alvo de violações anteriores.

Em porcentagens, 82% dos entrevistados globais confessaram que estão reutilizando as credenciais de outros aplicativos para contas criadas na pandemia, sendo que 45% disseram já ter esse hábito [mesmo antes da pandemia]

Outro detalhe mostrado pela pesquisa é que os consumidores raramente recusam serviços digitais por causa de questões de segurança. Apesar disso, a maioria (56%) respondeu que, ao abrir um aplicativo pela primeira vez, ao ser dada a opção de rastreio de informações e comportamento, a escolha é por não permitir.

Privacidade

Muitos consumidores demonstraram no estudo receio no momento da contratação de novos aplicativos. Quatro em cada dez deixariam de usar uma nova plataforma on-line em razão de riscos à privacidade e à segurança de dados.

Entre as preocupações apresentadas estão dúvidas com privacidade e segurança; informações não claras o suficiente; dificuldade de uso; lentidão do aplicativo; além daqueles que afirmaram ser mais conveniente a utilização de serviços físicos, como bancos e supermercados.

O relatório da IBM Security mostrou, ainda, que, embora as senhas sejam o método preferido para fazer login, os entrevistados com idades entre 18 e 34 anos afirmaram que preferem utilizar o SSO (single sign-on) ou a biometria.

Outro ponto relevante trazido pelo relatório é que dois terços dos entrevistados utilizam autenticação de dois fatores para acessar uma conta on-line. Por outro lado, apesar de utilizarem a autenticação e, por vezes, as credenciais digitais, os usuários reconhecem que não são muito familiarizados com os conceitos nem sabem as implicações na segurança dos dados e na privacidade.

Proteção

As empresas, de forma geral, devem se prevenir de ataques aos sistemas, ainda de acordo com o estudo. Entre as precauções que devem ser adotadas estão:

  • Abordagem de segurança de confiança zero. Considerando os riscos crescentes, as empresas devem considerar abordagem de segurança de confiança zero, que opera a partir da suspeita de que uma identidade autenticada ou a própria rede pode estar comprometida, garantindo assim a segurança dos dados;
  • Modernização dos recursos de CIAM. Investir em estratégia modernizada de Gestão de Identidade e Acesso do Consumidor (CIAM) ajuda as empresas a aumentar o envolvimento digital, usando inclusive analítica comportamental para auxiliar a diminuir o risco do uso fraudulento de contas;
  • Proteção de dados e privacidade. Ter mais usuários digitais significa que as empresas também terão mais dados pessoais para proteger. As organizações devem garantir forte controle de segurança de dados para monitorar e detectar atividades suspeitas;
  • Segurança à prova. Com o aumento do uso e da confiança nas plataformas digitais, as empresas devem realizar testes frequentes para garantir que as estratégias e tecnologias de segurança adotadas são eficazes. Além disso, em caso de vulnerabilidades detectadas, as organizações devem reavaliar a eficácia dos planos de resposta a incidentes.

Para mais informações, nossas equipes permanecem à disposição.

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